Atacado por Bolsonaro, IBAMA, foi o unico orgão a alertar sobre rompimento da Barragem Brumadinho

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Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), atacado por Bolsonaro(PSL) durante a campanha eleitoral, foi o único órgão que alertou a sociedade e as instituições sobre a possibilidade de rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, Minas Gerais. O ultimo alerta do representante do Ibama foi feito em uma reunião recente, em 11 de dezembro de 2018, no próprio Ibama. A reunião debatia a ampliação das atividades do complexo de mineração na região.

Há um ano no comando do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Minas Gerais, Julio Cesar Dutra Grillo lamenta em entrevista à BBC News Brasil ser sempre voto vencido na luta para não mais autorizar a expansão ou construção de novas barragensde rejeitos no Estado.

O aviso de Grillo foi feito durante reunião extraordinária da Câmara de Atividades Minerárias. A discussão acabou com a aprovação, de forma acelerada, da licença para a continuidade das Operações da Mina da Jangada e das operações da Mina de Córrego do Feijão, cujo rompimento matou pelo menos 54 pessoas e mobilizou uma multidão em busca de pessoas desaparecidas em meio a um mar de lama, os numeros de pessoas vitimas ainda não é oficial, e pode mudar a qualquer momento.

Durante a campanha, Bolsonaro praticamente anunciou o fim do Ibama: “Não vou mais admitir o Ibama sair multando a torto e a direito por aí, bem como o ICMbio. Essa festa vai acabar”afirmou. O presidente eleito também anunciou que acabaria com o Ministério do Meio Ambiente, mas depois recuou.

O representante do Ibama na reunião, Julio Cesar Dutra Grillo, alegou que era possível que a barragem se rompesse e citou exemplos de Mariana, com a barragem de Fundão. “Casa Branca tem algumas barragens acima de sua cabeça. Muita gente aqui citou o problema de Mariana, de Fundão, e vocês têm um problema similar. Ali é o seguinte: essas barragens não oferecem risco zero. Em uma negligência qualquer de quem está à frente de um sistema de gestão de risco, aquilo rompe. Se essa barragem ficar abandonada alguns anos, não for descomissionada, ela rompe”, disse Grillo, à época, de acordo com a ata da reunião.

Segundo informações, houve discussão e representantes da comunidade local apontaram possíveis abalos hídricos com a ampliação do complexo. Mesmo assim, o projeto foi aprovado por 8 votos a 1, com uma abstenção de Júlio Grillo. (Com informações do Portal Terra)

Ainda sobre o perigo com Barragens ….A Preocupação agora é com as áreas minerárias de Congonhas, Região Central do estado, A cidade dos profetas de Aleijadinho, na Região Central do estado, cuja economia também é movida pela mineração, viveu, nos últimos tempos, uma batalha pela estabilidade das barragens. No início do ano passado, um comandante do Corpo de Bombeiros de MG foi transferido depois de considerar uma área de exploração da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) propensa a rompimento. Ele foi transferido por insistir que a barragem oferecia perigo a população.

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